Manifesto

Nos acostumamos a ver como exemplo de sucesso na imprensa as histórias de empresas que crescem a passos largos, dominam mercados, engolem concorrentes e se tornam “as melhores do mundo”.

Empreendedores são elevados ao status de super heróis por criarem impérios. Aparecem nas capas de revistas com seus braços cruzados no estilo Superman, mas pouco são questionados a respeito do custo social e ambiental que os conduziu até o topo da pirâmide.

O sucesso financeiro – seja ao custo que for – se tornou a principal métrica para dizer que “tal pessoa chegou lá” ou que “essa empresa é incrível”. Não importa o que vendam ou como se relacionem com parceiros, clientes, fornecedores e funcionários.

Grandes empresários são admirados e respeitados pelo tamanho de sua conta bancária, pelas suas tantas vezes forçadas “histórias de superação e determinação” – o que é compreensível em uma sociedade que vê o dinheiro como um Deus. Só que essas narrativas parecem se esquecer de contar o lado real de tantas jornadas empreendedoras.

Por trás de cada bilionário sorridente na sua revista de negócios favorita, em linhas gerais, há milhares de funcionários mal pagos e/ou sofrendo com assédio moral e consequentes transtornos mentais.

Há fornecedores explorados e reféns do poder de seus clientes. Há desprezo ao meio ambiente e ao ser humano.

E muitas vezes sobra “até” para os clientes, mal atendidos ou enganados. Mas, “tudo bem”, o marketing ajuda a contornar os efeitos negativos do fundamental crescimento.

Ainda que o capitalismo tenha sido responsável por melhorar a vida de muitas pessoas, é fácil reconhecer que o sistema falhou quando vemos que mesmo nas maiores economias do mundo ainda há miséria e gente morrendo em razão da desigualdade.

Por que isso não é questionado? Por que aceitamos o absurdo como normal?

Isso nos leva a uma necessidade urgente de ressignificar o que é uma história de sucesso empresarial

Afinal, quem são os empreendedores e as empresas que deveriam, de verdade, ser reconhecidos? Onde estão essas histórias? Como as empresas podem ajudar a construir um mundo mais justo? Que empresas estão revendo sua postura para se tornarem melhores para o planeta e mais humanas?

Não precisamos de cases construídos com doses exageradas de técnicas de storytelling. Precisamos de mais histórias reais, de gente real, resolvendo problemas reais.

  • Não precisamos de impérios construídos a qualquer custo;
  • Não precisamos de mais bilionários;
  • Não precisamos de mais apps de delivery;
  • Não precisamos do novo Uber de tal mercado.

Precisamos de soluções que ajudem a acabar com a fome, com a exploração, com a desigualdade e com os males que estão devastando o planeta.

Inovação e disrupção são os termos da moda e o sucesso das startups está chacoalhando o mundo, mas…

Todo mundo quer inovar e ser disruptivo, mas será que estamos fazendo isso da forma correta?

A busca cega pelos próximos unicórnios ignora questões fundamentais para o bem-estar coletivo.

A diversidade, a equidade e a preocupação com causas ambientais e sociais precisam estar na pauta das empresas. Não importa se estamos falando da padaria do bairro ou da multinacional multibilionária.

Não podemos esperar que o poder público resolva todos os problemas do mundo enquanto apenas assistimos, reclamamos e pouco contribuímos. As empresas precisam fazer mais.

A boa notícia é que existem milhares de boas histórias mundo afora. Elas estão ganhando força e, aos poucos, redesenhando o capitalismo.

A Economia B surge justamente para dar voz a essas histórias e incentivar a promoção do bem-estar coletivo no mundo dos negócios, com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Esperamos que você encontre aqui um caminho para entender essa nova economia, que é baseada, sobretudo, na empatia e no respeito ao coletivo.

Por aqui, você vai conhecer histórias de pessoas e empresas que estão fazendo a diferença no mundo. De verdade.

Seja bem-vindo ao A Economia B.