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A economia centrada na vida como caminho para contornar a policrise

Entenda o que é a economia centrada na vida e assista a uma entrevista exclusiva com Tim Leberecht, cofundador e Co-CEO da House of Beautiful Business

Emergência climática, confrontos geoeconômicos, ataques terroristas, ineficácia de instituições multilaterais, desigualdades, colapsos de ecossistemas, concentração de poder digital, doenças infecciosas, deterioração da saúde mental, desinformação, aumento do custo de vida, etc.

Esses são alguns dos eventos do nosso tempo que, combinados e somados a diversos outros, formam a chamada policrise, atestada pelo Fórum Econômico Mundial na 18° edição do Global Risks Report 2023

policrise - panorama global de riscos

Para Tim Leberecht, cofundador e Co-CEO da House of Beautiful Business, o caminho para contornar a policrise passa por uma nova forma de fazer negócios. “A policrise está se tornando tão urgente que todos sabem e percebem que os negócios precisam mudar. As externalidades, que vão desde a saúde mental até mudanças climáticas, são muito altas”, lembra. 

Na visão dele, o antídoto para a policrise é a “economia centrada na vida”.

O que é a economia centrada na vida?

Segundo Tim, a economia centrada na vida reúne conjuntos diferentes de virtudes e princípios. Além disso, baseia-se na ideia de perceber e usar, de forma integral, a inteligência de todo o ser: corpo, alma e espírito, não apenas a mente. Na prática, dentro das organizações isso significa: 

Economia centrada na vida - Tim Leberecht
Tim Leberecht – House of The Beautiful Business
“Culturas fluidas e flexíveis em vez de culturas formais e rígidas. Ambiguidade e poesia em vez de uma cultura apenas baseada em números. Grande intuição, não apenas big data. Vulnerabilidade e imaginação em vez de evitar riscos.
A permissão para estar triste, em vez da pressão para ser feliz o tempo todo. O foco na energia em vez de apenas na produtividade. E, finalmente, a permissão para fazer perguntas, para continuar fazendo perguntas, em vez de fingir que se tem todas as respostas”, explica.

A ideia de economia centrada na vida não nasce na House of The Beautiful Business. O conceito bebe em diversas fontes. Começa no livro Os limites do crescimento (1972) e passa por teorias e conceitos como decrescimento (degrowth), economia ecológica, economia donut, entre outros.

Em entrevista exclusiva a A Economia B, Tim conta que a economia centrada na vida “não vai acontecer da noite para o dia, mas destaca que portas hoje abertas, jamais seriam acessadas há alguns anos. As pessoas estão ouvindo nossas ideias, e estamos dentro de organizações que talvez, há cinco anos, nem nos deixariam entrar”, celebra. 

Sobre a House of Beautiful Business

A House of Beautiful Business é uma comunidade global que reúne mais de 30 mil pessoas e que tem a missão de tornar os negócios mais inclusivos, propositivos, sustentáveis, lúdicos e belos. Faz isso por meio de eventos, conteúdo e consultoria para grandes marcas com a ideia de mudar o pensamento dentro das organizações. “Promovemos o que chamamos de liderança de pensamento experiencial. Pegamos ideias que estão nos limites dos negócios e de outras disciplinas, como arte e humanidades, e as embalamos com experiências emocionais realmente imersivas, trazendo-as para o cerne dos negócios”, explica.

O vídeo abaixo traz um trecho da entrevista que fiz com Tim. Reforço que é apenas uma amostra. O material completo tem oito minutos e é um conteúdo exclusivo para os assinantes do Farol da Economia Regenerativa.

Além da entrevista, no Farol eu trago um conteúdo extra gravado durante a palestra de Tim que acompanhei na NEXT Conference 2023, em Hamburgo, e materiais complementares sobre a economia centrada na vida.

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Referências:

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João Guilherme Brotto

Jornalista e co-fundador de A Economia B. MBA em Desenvolvimento Sustentável e Economia Circular e Multiplicador B do Sistema B Brasil. Baseado na Espanha, está sempre viajando pela Europa para cobrir eventos e investigar tendências de sustentabilidade, regeneração e ESG.

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